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Política

Olivete Salmória

Nem os vereadores da sigla participaram da filiação

O evento de filiação da prefeita Carmen Zanotto no Republicanos já provou uma brecha na sigla em Lages, visto que os dois vereadores do partido – Tio Zé e Gabriel Córdova – sequer foram convidados para o ato. Tio Zé, que estava furioso com o fato, chegou a ironizar ao falar que estavam representados “pelo vereador Castor (que é do PL)”.  Não podemos entender qual foi a razão disso, inclusive da pressa em realizar a filiação que inicialmente foi marcada para segunda-feira, dia 2, mas que acabou acontecendo, sem aviso, na sexta-feira, dia 30. Os vereadores do partido foram preteridos e, portanto, sequer sonham em ser indicados como líder de governo na Câmara. Função esta que hoje está a cargo da vereadora Elaine de Morais, do Cidadania. Acredita-se que tanto ela, quanto Bruna Uncini, Agessander Belezinha e a secretária de Políticas para as Mulheres e Idosos, a vereadora Suzana Duarte, deverão migrar para o Republicanos, assim que for aberta a janela partidária, em março. O Republicanos passará a contar com seis cadeiras no legislativo lageano. E, um deputado estadual. O deputado Lucas Neves, eleito pelo Podemos, inclusive já participou da solenidade de filiação da prefeita Carmen e só aguarda o mês de março para se transferir para a sigla de mala e cuia. O destino de Lucas foi traçado ainda o ano passado, quando em uma reunião estadual do Podemos, a presidente da sigla, deputada Paulinha, sequer o chamou para a mesa das autoridades e sequer mencionou sua presença, apesar de ser ele o vice-presidente do Podemos em SC. O Podemos também foi abalado em sua estrutura, quando o vice-prefeito, seu principal representante em Lages, passou a ser acusado de agressão e cárcere privado a sua ex-namorada. O partido ameaçou expulsá-lo (ele se desfiliou antes) mas a sigla ficou marcada pela ação de uma de suas principais lideranças. Para Lucas, as mudanças de sigla não são algo estranho e nem novidade. Ele, que foi eleito vereador pelo PP, concorreu a deputado pelo PSL e, quando o então governador Carlos Moisés foi para o Republicanos, já anunciava que iria acompanhá-lo. Mas acabou integrando o grupo que fundou o Podemos em Lages e por ele elegeu-se deputado estadual. Ao completar sua quarta filiação em uma década, Lucas Neves se consolida como o maior exemplo de pragmatismo político da nova geração serrana. Ele não se prende a siglas; ele se prende a projetos de viabilidade. Ele se move para onde a caneta tem mais tinta. No Republicanos, espera encontrar a estabilidade necessária para, quem sabe, reeleger-se deputado e tentar novamente o comando da Prefeitura de Lages em um futuro próximo, agora com a máquina partidária e o apoio de Carmen Zanotto sob o mesmo teto. O Republicanos oferece uma estrutura partidária mais robusta para seus projetos futuros

Lucas participou do ato de filiação da prefeita Carmen no Republicanos, sentindo-se em casa


“Santa Catarina será o Estado em que o Republicanos terá o maior crescimento exponencial. Nossa meta é eleger de cinco a seis deputados estaduais e de três a quatro deputados federais”

O presidente estadual do Republicanos, Jorge Goetten, no ato de filiação da prefeita Carmen Zanotto

 

Movimento de aproximação e volta ao cenário político

O ex-vice-prefeito Pinheiro fez uma visita estratégica a Raimundo Colombo no último domingo. Entre lembranças dos tempos de Paço Municipal, a pauta inevitavelmente migrou para 2026. A sintonia entre os dois é clara: ambos afirmam que querem contribuir com o processo eleitoral, mas descartam candidaturas (será?). Colombo, que hoje opera como vice-presidente nacional do PSD, ainda é um grande representante da sigla em SC e sabe que o cenário é volátil. Já Pinheiro, embora distante das urnas, mantém o discurso cauteloso de quem sabe que na política o "não" de hoje pode virar o "sim" de amanhã.

Pinheiro e Colombo tiveram um encontro no domingo


Reforma geral

A Escola Estadual Godolfin vai passar por reforma geral. O pedido foi feito pelo deputado Marcius Machado. O ar-condicionado desta unidade já está sendo instalado, garantindo mais conforto para alunos e profissionais da educação. “E tem mais: outras escolas também serão licitadas ainda este ano, como a Escola Belisário Ramos, ampliando os investimentos na nossa região “, afirma Marcius

 

No comando

Lembramos que já foi o governador Jorginho Mello que tirou a liderança do ex-governador Carlos Moisés no partido para o qual ingressou, depois de deixar o governo: o Republicanos. Moisés estava no comando estadual da sigla, quando em 2024 Jorginho Mello (PL) o tirou da presidência estadual do Republicanos depois de fechar um acordo com o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, que aceitou a indicação do também deputado federal Jorge Goetten e do irmão de Jorgino, Juca Mello, para tocarem o partido em Santa Catarina. Agora, Jorginho quer colocar Carmen Zanotto no lugar de Goetten. Carlos Moisés esteve propenso a ingressar no Podemos, de Paulinha, sua fiel aliada durante seu governo. O problema é que o Podemos de Paulinha também deve apoiar a reeleição de Jorginho Mello.

 

Obra parada

Foi constatado que as obras da praça ao lado da Igreja do Rosário, no Coral, estão paradas há algumas semanas. Certamente a prefeita deve estar tomando providências a respeito já que a população está cansada de acompanhar obras que começam e não terminam, que se arrastam por anos.  A obra é fruto de uma emenda parlamentar da própria Carmen Zanotto (de quando era deputada federal), no valor de aproximadamente R$ 1 milhão, com contrapartida da Prefeitura de Lages. Está prevista a revitalização total do entorno da Igreja Nossa Senhora do Rosário.

 

R$ 16 milhões

O presidente da Câmara, Maurício Batalha (Podemos) informou que no ano de 2025, o Legislativo de Lages gastou pouco mais de R$ 16 milhões, dos R$ 33 milhões a que tinha direito conforme a legislação, uma vez que a Câmara de Lages poderia gastar até 6% do orçamento próprio da prefeitura. Portanto, gastou a metade do que tinha direito “e neste ano deveremos gastar praticamente o mesmo valor”, informou ele. Pelo orçamento de 2026, este 6% a que o Legislativo tem direito chegaria a R$ 38 milhões. Muito dinheiro para gastar com 16 vereadores e um resultado muito pequeno para a comunidade.

 

Audiência de Jair

A segunda-feira (2) foi longa no Fórum Nereu Ramos. A audiência de instrução e julgamento do vice-prefeito Jair Júnior, acusado de crimes graves contra a ex-namorada, estendeu-se noite adentro. Em um clima tenso, foram ouvidos o réu, a vítima e as testemunhas de acusação e defesa. Apesar da expectativa por uma sentença imediata, o juiz responsável decidiu não proferir o veredito agora. Foi aberto um novo prazo para que tanto a defesa quanto o Ministério Público apresentem novas provas. Somente após essa etapa de diligências é que a Justiça baterá o martelo sobre a condenação ou absolvição. Até lá, o futuro político e a liberdade de Jair permanecem em suspenso.

 

Investimento

O Bairro Santa Rita foi o escolhido para estrear o novo projeto de modernização da iluminação pública de Lages. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, iniciou a instalação de 140 novos pontos de LED, um investimento de R$ 120 mil. Segundo a prefeita Carmen Zanotto, o bairro serve como projeto-piloto para ajustar a logística junto ao consórcio Cincatarina. Se o teste for aprovado, o objetivo é ambicioso: atingir a marca de mil novos pontos de LED instalados mensalmente, cobrindo gradativamente toda a cidade com uma tecnologia que gera mais luz e menos custo na conta de energia.

 

Operação Fundo do poço

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJSC) manteve a condenação de quatro réus envolvidos em um esquema de corrupção na Serra Catarinense, investigados pela Operação Fundo do Poço. O esquema, que operou entre 2012 e 2013, funcionava na base da troca: uma empresa de perfuração prestava serviços gratuitos (como limpeza e reativação de poços) na propriedade de um gerente regional de órgão ambiental. Em contrapartida, o servidor "furava a fila", liberando licenças ambientais em tempo recorde. As penas, que variam de 2 a 3 anos, foram convertidas em sanções alternativas, mas a mancha no currículo e a responsabilização criminal por corrupção ativa e passiva estão mantidas.

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