Engenheira de Urupema é a única catarinense aprovada em concurso da Polícia Federal |
Aos 28 anos, a engenheira mecânica Mariana Medeiros Ghizoni, natural de Urupema, na Serra Catarinense, conquistou um feito inédito para o município e para o Estado: é a única mulher catarinense aprovada para o cargo de agente da Polícia Federal (PF) na atual turma de formação, em Brasília.
A aprovação veio após enfrentar um dos concursos mais concorridos do país. Somente para a função de agente da PF, foram cerca de 137 mil inscritos disputando aproximadamente 630 vagas, o que evidencia o alto nível de exigência do certame.
Mariana iniciou sua preparação em julho de 2024, quando decidiu mudar completamente de área e deixar a Engenharia Mecânica para perseguir o sonho de ingressar na Polícia Federal. Partindo praticamente do zero nos estudos jurídicos, ela se dedicou por cerca de um ano a uma rotina intensa de preparação.
Além da prova objetiva, os candidatos precisaram superar diversas etapas eliminatórias, incluindo investigação social, exames médicos, avaliação psicológica e teste de aptidão física. Nesta fase, Mariana enfrentou provas como sustentação na barra, salto horizontal, natação e corrida.
Agora, ela passa a frequentar a Academia Nacional da Polícia Federal, em Brasília, onde realiza o curso de formação até o mês de maio. A turma conta com pouco mais de 40 mulheres, número que representa menos de 7% do total de alunos.
Segundo informações da própria PF, após a conclusão do curso, os novos agentes, geralmente, iniciam a carreira em regiões de fronteira ou em estados mais distantes, como Amazonas, Acre e Mato Grosso. A escolha do local de atuação depende da classificação final no concurso.
Além do rigor técnico, Mariana também enfrenta desafios de adaptação ao clima seco do Distrito Federal, diferente das temperaturas frias da Serra Catarinense.
Mesmo assim, ela comemora a conquista, resultado de dois anos de dedicação desde o início do planejamento até a aprovação final.
A trajetória da jovem urupemense reforça a presença feminina em uma carreira historicamente masculina e inspira outras mulheres da região a acreditarem no próprio potencial.
A entrada de Mariana nos quadros da Polícia Federal marca não apenas uma vitória pessoal, mas também um motivo de orgulho para Urupema e para Santa Catarina.


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