Lançado no dia 26 de fevereiro de 2025, o edital para concessão do Complexo Turístico da Serra do Rio do Rastro não avançou por falta de investidores interessados e as aguardadas obras de revitalização do mirante da Serra do Rio do Rastro não saíram do papel.
Desde então, várias reuniões foram realizadas entre representantes do Governo do Estado e do município, mas nada foi definido. A expectativa é que o formato de concessão seja alterado, tornando o empreendimento mais atraente aos olhos dos investidores.
A data da entrega dos envelopes com as propostas chegou a ser postergada para o dia 11 de setembro daquele ano e, mesmo assim, o processo de licitação deu deserto, ou seja, não houve interessados.
Segundo o site do Governo do Estado ( ), o edital foi lançado por meio do Programa de Parcerias e Investimentos de Santa Catarina (PPI). O projeto do Mirante da Serra do Rio do Rastro prevê a concessão onerosa da área para a construção, operação, manutenção e exploração sustentável do complexo turístico, que é um dos principais cartões postais do estado.
Com localização estratégica, o Mirante integra uma das rotas turísticas mais emblemáticas do país, com forte apelo ao ecoturismo e ao turismo de aventura. A proposta da concessão é fortalecer a infraestrutura do mirante, ampliar os serviços aos visitantes e garantir o uso sustentável da área, valorizando suas características ambientais e paisagísticas.
Seguem os dados do edital:
Valor do Contrato: R$ 94,6 milhões;
Tempo de concessão: 30 anos;
CAPEX Mínimo: R$ 13,3 milhões;
Outorga Mínima: R$ 171 mil;
Critério de julgamento: maior valor de outorga fixa a ser paga ao poder concedente;
CAPEX obrigatório: Infraestrutura de apoio ao visitante/operacional, equipamentos de contemplação/lazer/cultural/eventos, infraestrutura gastronômica, área comercial, infraestrutura sanitária;/ambiental, outros investimentos.
Expectativa é enorme
O ato da assinatura, em fevereiro de 2025, contou com as presenças do governador Jorginho Mello e do presidente da InvestSC, Renato Lacerda. O prefeito de Bom Jardim da Serra, Pedro Ostetto, assinou o documento com as demais autoridades e destacou a importância do ato para a Serra Catarinense.
“Este é um momento, por nós, muito esperado, pois há mais de uma década sonhamos com o complexo turístico da Serra do Rio do Rastro. Agora vamos acompanhar as etapas do edital para que tenhamos um projeto final, que dê visibilidade e vitrine ao turismo regional e catarinense”, disse o prefeito.
O projeto prevê a construção de um pavilhão principal, praça de eventos e lojas, além da instalação de restaurantes temáticos. O valor de investimento mínimo é de R$ 13 milhões e a entrada ao local deverá permanecer gratuita.
“Esse projeto é a concretização de um projeto a longo prazo de valorização da Serra Catarinense, que é uma das nossas joias preciosas. Nós precisamos ter ali ativos turísticos, equipamentos que possam receber bem os turistas que visitam o local. Então, para nós é um momento histórico. É um projeto que estava engavetado há mais de 15 anos e o governador Jorginho Mello, com essa visão estrategista, revitalizou, ressuscitou isso e tá entregando agora à sociedade. E um dos pilares do edital é que ele seja aberto e que também continue aberto ao público de forma gratuita”, explicou, na época, a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.
Outros projetos, mesmos objetivos
Por volta de 2010, o empresário do setor turístico, Moacir Bogo (in memorian) procurou as autoridades regionais para expor sua proposta de construir um complexo turístico no mirante da serra, incluindo uma passarela de vidro. Passada a euforia inicial, as discussões arrefeceram e foram retomadas somente em 2017.
Na época, o Governo do Estado alegou que não poderia ceder o espaço a Bogo sem um processo de licitação. Ele afirmou que permanecia interessado, mas não queria “ver seu projeto ser fatiado”. O empresário, que investiu em Balneário Camboriú e em Canela (RS), morreu sem ver seu sonho realizado.
Com o impasse, um novo projeto foi apresentado em 2018. Ousado, tinha até uma pista de patinação e um shopping. Também não vingou por falta de investidores, sendo substituído pelo apresentando em 2025, que é considerado mais adequado.
Fato é que apesar do consenso em relação ao potencial da Serra do Rio do Rastro e seu mirante, os anos passam e pouco ou nada de melhorias são feitas nos locais.
Foto: MSM Imagens Aéreas

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