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Nesta semana, Jair Júnior retomou às funções de vice-prefeito
O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior (Podemos), está cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça, após ter sido preso em flagrante, acusado de agressão e cárcere privado contra a ex-namorada.
Entre as determinações está o acompanhamento psicológico que, de acordo com o que informou o advogado de defesa, Francisco Ferreira, está sendo realizado na cidade.
A decisão judicial foi comunicada à imprensa pelo advogado de defesa de Jair Júnior, Francisco Ferreira, em entrevista à Rádio Clube de Lages.
Segundo ele, o acompanhamento psicológico substitui a prisão preventiva e é uma das condições estabelecidas para que o vice-prefeito responda ao processo em liberdade.
“Ao ser substituída a prisão por medidas cautelares, ficou determinado que ele deveria se submeter a esse tratamento, o que não significa dizer que ele tenha alguma necessidade irremediável”, afirmou Ferreira. O advogado destacou ainda que a terapia é uma prática recomendável para lidar com os desafios da vida cotidiana.
O acompanhamento psicológico deve ser comprovado mensalmente à Justiça, por meio de documentos anexados ao processo. Além dessa medida, outras restrições foram impostas a Jair Júnior:
- Recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h30 às 6h
- Proibição de aproximação da ex-namorada e de seus familiares, com distância mínima de 500 metros
- Proibição de contato com a vítima e seus familiares por qualquer meio, inclusive por intermédio de terceiros
- Obrigação de manter o endereço atualizado e de comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimado.
As medidas cautelares têm como objetivo garantir a segurança da vítima e assegurar o cumprimento das determinações judiciais ao longo do andamento do processo.
Prefeita Carmen Zanotto se manifesta:
Depois dos fatos, dos pedidos de impeachment contra Jair Júnior e a determinação de encerrar os processos para a cassação do vice-prefeito na Câmara de Vereadores, por meio das redes sociais, a prefeita Carmen Zanotto fez um desabafo. Veja:
"Eu preciso esclarecer os fatos. A violência contra a mulher, pra mim, é inegociável. Eu não tenho o poder de desligar ou cortar o salário do vice-prefeito. O fiz na condição de presidente da Semasa. Tomei essa decisão imediatamente, depois do conhecimento do corrido.
A minha postura como mulher continua firme e forte. O vice-prefeito, na minha opinião, deveria se afastar do cargo, até as investigações serem concluídas.
Mas sigo, acima de tudo, trabalhando e garantindo os meus valores, na defesa da mulher, no trabalho intenso, e na transparência da gestão. E que este triste episódio, tenham certeza, não vai nos impedir de continuarmos trabalhando firme e forte, para nossa gente, para nossa Lages."
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