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Pinhão

Safra 2026 será marcada pela queda na produção, mas preços devem se manter valorizados

  • Wagner Urbano

Começa, nesta quarta-feira (1º) a safra do pinhão em Santa Catarina, uma das épocas mais aguardadas na Serra Catarinense. Apesar da expectativa de redução na produção em relação ao ano passado, os preços pagos ao produtor devem se manter estáveis ou até superiores aos registrados em 2025.

No último ano, a colheita na Serra Catarinense, principal região produtora do estado, alcançou 5,4 mil toneladas, movimentando mais de R$ 32 milhões na economia local. Já para 2026, a estimativa é de uma produção de aproximadamente 3,7 mil toneladas — uma queda de 32%.

Mesmo com a redução, a Epagri aponta que os preços devem permanecer na média de R$ 6,44 por quilo pago ao produtor, o que pode ajudar a equilibrar a renda dos extrativistas.

Na Serra Catarinense, o pinhão é fundamental para a economia rural. Cerca de 10 mil famílias dependem da atividade, número que representa aproximadamente 30% das 34 mil famílias rurais cadastradas pelo IBGE.

A produção já havia apresentado queda em 2025 na comparação com 2024, e o cenário se repete neste ano. Ainda assim, a valorização do produto deve amenizar os impactos da menor oferta.

Segundo o gerente regional da Epagri em Lages, José Márcio Lehmann, o trabalho de acompanhamento junto aos municípios é contínuo. “Estamos monitorando os dados e oferecendo apoio técnico aos produtores, para que possam aproveitar ao máximo a safra, com segurança na colheita e qualidade na comercialização”, destacou.

A expectativa é de que, mesmo com menor volume, a safra de 2026 mantenha a relevância econômica e cultural do pinhão para a região serrana.

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