A sessão da Câmara de Vereadores de Lages desta segunda-feira (24), foi marcada por manifestações e o protocolo de dois pedidos de impeachment contra o vice-prefeito Jair Júnior.,
A situação ocorre após sua prisão no sábado (23), sob acusações de agressão e cárcere privado contra a ex-namorada, além de denúncias de outras vítimas. Jair Júnior foi liberado após pagamento de fiança, mas as repercussões continuam.
Os pedidos de impeachment apresentados na Câmara Municipal de Lages alegam infração político-administrativa e práticas incompatíveis com o exercício do mandato eletivo.
Um dos pedidos foi protocolado por Luciana Capistrano, com base em legislações como a Lei Maria da Penha e o Decreto-Lei nº 201-67, que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores, e dá outras providências.
Outro pedido foi feito por grupos como o Clube Soroptimistas de Lages, Comitê Popular das Redes e Ruas – Esperança Vermelha, e o Movimento Nacional de Direitos Humanos em SC, entre outros.
Durante a sessão legislativa, o clima foi tenso, com o plenário lotado e manifestações acaloradas. O vereador Freitinhas (MDB) afirmou que, quando o projeto começar a tramitar, haverá unanimidade entre os parlamentares.
Já o presidente da Câmara, Maurício Batalha (Podemos), precisou intervir para manter a ordem. “Calma e educação! Caso contrário a sessão será suspensa.”
Os pedidos de impeachment, que somam cerca de 20 páginas, serão analisados pelo jurídico da Câmara na terça-feira (25). A expectativa é de que novos protocolos sejam apresentados nos próximos dias, ampliando a pressão sobre o vice-prefeito.
A situação reflete um momento de mobilização social em Lages, com grupos e cidadãos exigindo que casos de violência contra mulheres sejam tratados com rigor e que os representantes políticos mantenham condutas compatíveis com seus cargos. Jair Júnior agora enfrenta um cenário de incertezas, com seu futuro político em jogo.
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