Ex-governador convocou coletiva em Lages e sinalizou alinhamento com projeto político para o Estado
O ex-governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, afirmou que avalia a possibilidade de disputar uma vaga como deputado federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (10), em Lages.
Sem confirmar oficialmente sua candidatura, Colombo adotou um discurso de cautela, destacando que a decisão ainda está em fase de análise e depende do cenário político e das articulações partidárias.
“Ainda não há definição”, sinalizou, ao reforçar que o momento é de diálogo e construção de um projeto.
Alinhamento com João Rodrigues
Colombo deixou claro seu alinhamento com o projeto liderado por João Rodrigues, que se apresenta como pré-candidato ao governo de Santa Catarina.
O ex-governador tem reiterado apoio ao nome de Rodrigues dentro do PSD, defendendo a união do grupo político para a disputa estadual. Esse posicionamento indica que uma eventual candidatura de Colombo à Câmara Federal estaria integrada a uma chapa mais ampla, com foco na reorganização política do partido no Estado.
Retomada do protagonismo político
A coletiva ocorreu após Colombo participar de uma palestra voltada a profissionais da comunicação, na qual abordou temas como planejamento, desenvolvimento econômico e visão estratégica — elementos que marcaram sua trajetória administrativa.
Nos bastidores, sua presença mais frequente em eventos públicos e debates políticos é interpretada como um movimento de retomada de protagonismo, após um período de atuação mais discreta desde que deixou o governo estadual.
Experiência e estratégia eleitoral
Com uma carreira que inclui mandatos como prefeito de Lages, deputado federal, senador e governador por dois mandatos consecutivos, Colombo é visto como uma liderança experiente e com capacidade de articulação política estadual e nacional.
A possível candidatura à Câmara Federal é considerada estratégica, tanto para reforçar a representação catarinense em Brasília quanto para fortalecer o grupo político alinhado à pré-candidatura de João Rodrigues ao governo.
Decisão segue em aberto
Apesar das sinalizações, Colombo reforçou que a decisão final ainda não está tomada. A definição deve ocorrer nos próximos dias, à medida em que o cenário eleitoral de 2026 se torne mais claro.
Enquanto isso, o ex-governador mantém agenda ativa, participando de encontros, palestras e articulações políticas, movimento que indica sua disposição em voltar ao centro do debate público em Santa Catarina.
O movimento de Colombo e o redesenho do tabuleiro político em SC
O gesto do ex-governador Raimundo Colombo de admitir publicamente a possibilidade de disputar uma vaga à Câmara Federal em 2026 não é isolado, ele faz parte de um movimento mais amplo de reorganização política em Santa Catarina, especialmente dentro do campo de oposição ao atual governo.
Retorno calculado ao jogo político
Após um período de menor exposição, Colombo volta ao debate público de forma gradual e estratégica. A presença em eventos, palestras e, agora, a coletiva em Lages indicam um reposicionamento claro: retomar protagonismo sem assumir, de imediato, o custo político de uma candidatura já definida.
Trata-se de um movimento típico de lideranças experientes, que testam o ambiente antes de consolidar decisões, avaliando viabilidade eleitoral, alianças e espaço dentro do partido.
A engrenagem com João Rodrigues
O ponto central desse movimento está no alinhamento com João Rodrigues, hoje o principal nome do PSD para a disputa ao governo do Estado.
Ao sinalizar que pode integrar esse projeto como candidato a deputado federal, Colombo cumpre um papel estratégico: fortalece a nominata do partido para a Câmara Federal; amplia a densidade política da chapa; agrega experiência e capilaridade eleitoral, especialmente na Serra Catarinense.
Na prática, Colombo funcionaria como um “puxador de votos” regional, contribuindo para ampliar a bancada e dar sustentação política a um eventual governo de João Rodrigues.
Impacto na Serra Catarinense
Na Serra, o movimento tem peso ainda maior. Colombo segue sendo uma das principais lideranças políticas da região, com histórico consolidado em Lages e forte identificação com o eleitorado local.
Sua eventual candidatura pode reorganizar forças políticas regionais; atrair apoios de lideranças tradicionais; influenciar diretamente a composição de chapas proporcionais.
Além disso, abre espaço para uma reconfiguração do campo político serrano, especialmente entre grupos que orbitam o PSD ou que buscam um projeto competitivo para 2026.
Disputa por espaço e protagonismo
O retorno de Colombo também pressiona outros atores políticos. Sua entrada no cenário tende a elevar o nível da disputa por vagas na Câmara Federal; impactar candidaturas já em construção; forçar reposicionamentos dentro e fora do PSD.
Em eleições proporcionais, nomes com alta densidade eleitoral têm efeito direto na distribuição de vagas, o que torna sua possível candidatura um fator relevante para todo o tabuleiro.
Cautela estratégica
Apesar dos sinais claros, Colombo mantém o discurso de indefinição, o que, na prática, preserva margem de manobra.
Essa postura permite negociar alianças com mais liberdade; avaliar os cenários estadual e nacional; ajustar sua posição conforme o avanço das candidaturas majoritárias.
Trajetória política
1980–1988: Início da vida pública em Lages, com atuação política local e inserção em movimentos comunitários e partidários.
1989–1992: Eleito prefeito de Lages pela primeira vez, iniciando sua projeção como liderança regional.
2001–2004: Retorna à Prefeitura de Lages para um novo mandato, consolidando sua base política na Serra Catarinense.
2005–2006: Assume como deputado federal, ampliando sua atuação para o cenário nacional.
2007–2010: Eleito senador da República, representando Santa Catarina no Congresso Nacional.
2011–2014: Eleito governador de Santa Catarina pela primeira vez.
Marca o período com foco em gestão administrativa e infraestrutura.
2015–2018: Reeleito governador, cumpre segundo mandato consecutivo à frente do Estado.

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