Seminário de Autismo em Lages tem alta procura nas inscrições |
A Prefeitura de Lages está apostando na criatividade e na tecnologia para promover uma causa importante: a adoção responsável de animais. Entrando em uma tendência que tem ganhado destaque nas redes sociais, o município passou a utilizar a Inteligência Artificial (IA) para dar um toque especial à divulgação dos cães disponíveis na Coordenação de Bem-Estar Animal (Cobea).
Na ação, alguns dos cães que aguardam por um novo lar foram “transformados” digitalmente e aparecem trajando vestimentas e elementos típicos da cultura gaúcha.
Os machos surgem com bombacha, camisa e lenço, chapéus ou boinas, enquanto as fêmeas foram caracterizadas com vestidos de prenda. A iniciativa une tecnologia, cultura e sensibilidade para chamar a atenção da comunidade de forma leve e divertida.
A proposta também faz referência às fortes tradições gaúchas presentes na Serra Catarinense, valorizando a identidade regional. Além disso, a campanha dialoga com o clima de expectativa para a Festa Nacional do Pinhão.
Com a ação, a Prefeitura busca, além de aumentar a visibilidade dos animais disponíveis para adoção, também conscientizar a população sobre a importância de adotar com responsabilidade, garantindo cuidado, carinho e compromisso com os pets.
Segundo a médica veterinária Geanice Iedo, coordenadora executiva de Bem-Estar Animal em Lages, cada vez mais famílias procuram o Cobea para adotar, mas o número de animais acolhidos também é grande e normalmente está acima do limite de capacidade do local.
Em 2025 foram 183 adoções, e neste ano os números seguem animadores, com 82 adoções no primeiro trimestre. Os animais são entregues aos novos tutores castrados, vermifugados e com um microchip. Para a coordenadora, as campanhas nas redes sociais geram engajamento nesta causa e incentivam as pessoas a adotarem.
“Campanhas como esta alcançam um público muito maior e mais diversificado que eventos presenciais, permitindo que o perfil do pet chegue à pessoa certa. Animais idosos ou com necessidades especiais, que raramente são adotados em feiras, encontram lares com mais facilidade devido ao poder de compartilhamento de suas histórias”, comenta Geanice.
Fotos: Fábio Pavan



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