O município de Urubici (SC), celebrou, nos dias 7 e 8 de abril, a estreia de um documentário inédito sobre o Parque Nacional de São Joaquim, um dos destinos naturais mais emblemáticos do Brasil e patrimônio da cidade catarinense. A programação incluiu exibição do curta em escolas da rede pública da cidade e um lançamento oficial na Câmara de Vereadores.
O episódio integra a série online e gratuita “Parques Nacionais”, que apresenta paisagens, histórias e experiências em Unidades de Conservação brasileiras (UCs).
O lançamento contou com a participação do prefeito Leandro Corrêa, representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – órgão responsável pela gestão de todos os parques nacionais do brasil –, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), do Instituto Semeia – organização parceira da série e que atua para incentivar a visitação nos Parques do Brasil, fortalecer a gestão dessas unidades e apoiar o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas –, além de Sérgio Espada, idealizador do Parques Nacionais, personagens retratados no documentário e membros da comunidade.
Criado em 1961, o Parque Nacional de São Joaquim é a primeira Unidade de Conservação federal de Santa Catarina e protege áreas de Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país.
A unidade desempenha papel fundamental na conservação da biodiversidade e na proteção de recursos hídricos que abastecem a região – e que integram o Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce da América do Sul.
Além disso, o parque também é um importante testemunho geológico, com formações rochosas e cânions originados há milhões de anos, a partir da separação dos continentes África e América e de intensos processos de vulcanismo, erosão e transformações climáticas – cenário que abriga paisagens emblemáticas como a Pedra Furada, símbolo da região.
“É um prazer lançar este episódio em uma das cidades sede do parque. O documentário mostra a unidade sob diferentes perspectivas, apresentando sua exclusividade cênica e sua relevância ecológica, social e econômica. Com linguagem acessível, a produção busca mostrar como esse território está conectado ao dia a dia da população, seja pela água que chega às cidades, pelo equilíbrio ambiental ou pelas oportunidades de lazer e turismo”, afirma Sérgio Espada, idealizador e produtor do projeto Parques Nacionais.
Para Ana Carolina Diniz, gerente de comunicação do Instituto Semeia, ao entrar em um parque, é impossível não sair transformado. “O São Joaquim tem essa capacidade de nos surpreender e de nos transformar profundamente. Conhecer suas singularidades pode despertar nas pessoas o desejo de protegê-lo e de apoiar o desenvolvimento do seu entorno”.
A iniciativa faz parte do projeto audiovisual independente Parques Nacionais, produzido pela Geeteê Filmes. Ele chega à sua 11ª produção e já é reconhecido por ampliar a visibilidade de áreas protegidas no país, entre eles, o Parque Nacional do Itatiaia, o Parque Nacional da Serra da Canastra, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual de Ilhabela e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu – reconhecido recentemente como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Visite o Parque Nacional de São Joaquim
A unidade funciona diariamente, das 8h às 17h, com entrada gratuita, e está localizada a cerca de 160 km de Florianópolis. Hoje, conta com 3 núcleos de visitação: o Morro da Igreja, que dá acesso a mirantes e à Trilha da Pedra Furada (com necessidade de condutor autorizado); o Recanto Santa Bárbara, com trilhas leves ideais para famílias; e o Rio do Bispo, com trilhas que margeiam o rio, indicadas para quem busca experiências mais cheias de aventura.
A região também oferece boa estrutura para visitantes, com opções de hospedagem e gastronomia em cidades próximas como Bom Jardim da Serra, Urubici, Orleans, Lauro Müller e Grão-Pará.
Sobre Parques Nacionais
Criado em 2018, o projeto Parques Nacionais dedica-se à produção audiovisual sobre Unidades de Conservação (UCs) brasileiras, destacando a relevância dessas áreas para a conservação da biodiversidade e seu impacto social e econômico.
Por meio de uma linguagem acessível, a iniciativa combina cinema, educação e mobilização para aproximar a sociedade da natureza e ampliar a consciência ambiental.
Em suas produções, o projeto valoriza não apenas as paisagens, mas também as histórias de pesquisadores, gestores, visitantes e comunidades tradicionais que vivem nesses territórios.
Realizado em parceria com diferentes atores, o projeto busca fortalecer a agenda socioambiental e contribuir para a valorização dos saberes e a construção de futuros mais sustentáveis.
Fotos: Marcus Zilli e Edson Faria



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