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Rede municipal de saúde

Lages passa a ofertar método contraceptivo subdérmico

  • Divulgação

Município recebeu 588 implantes enviados pelo Ministério da Saúde (MS), que passam agora a serem repassados pela rede pública de Lages

A Secretaria da Saúde da Prefeitura de Lages oferece a partir desta semana o Implanon, método contraceptivo subdérmico de longa duração.

A implantação do serviço é um divisor de águas em relação às políticas de planejamento familiar e cuidado integral à saúde da mulher no município

Lages recebeu 588 implantes enviados pelo Ministério da Saúde (MS), passando agora à rede pública do município em benefício das mulheres.

E, para garantir o uso seguro e adequado, a Secretaria da Saúde elaborou um protocolo técnico que define critérios de prioridade, considerando faixa etária, condições clínicas e situações de vulnerabilidade social.

O documento segue diretrizes nacionais de segurança e boas práticas para que o método seja disponibilizado de forma responsável. O acesso ao contraceptivo ocorre mediante consulta de planejamento familiar na Unidade Básica de Saúde (UBS), com médico ou enfermeira.

Nesta avaliação, verifica-se a necessidade do método conforme o quadro clínico e o contexto da paciente. As mulheres que atendem aos critérios têm seus dados inseridos no Sistema de Regulação (Sisreg), do Ministério da Saúde (MS), obedecendo a classificação definida pelo protocolo municipal.

A prioridade inicial de implantação contempla mulheres em situação de alta vulnerabilidade social, puérperas de alto risco na última gestação, mulheres com transtornos mentais graves e severos, Síndrome de Down, entre outros.

O Implanon não é indicado para mulheres grávidas, com histórico de câncer hormônio-dependente, trombose venosa ativa, doença hepática grave, alergia aos componentes ou sangramento vaginal sem diagnóstico.

O Implanon, um implante de etonogestrel, com quatro centímetros de comprimento, inserido sob a pele do braço. Proteção contraceptiva por até três anos.

Reversível e apresenta uma das menores taxas de falha entre os métodos disponíveis, inferior a 0,05%. Como pode acontecer com o uso de todos os métodos à base de progesterona, o uso do implante pode alterar o padrão menstrual e apresentar alguns efeitos adversos.

De alta eficácia, o método contribui para o planejamento familiar e à autonomia reprodutiva das mulheres. No entanto, não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), sendo recomendado o uso de preservativos em todas as relações sexuais.

“Atender às necessidades reais da população, bem como atuar para a conscientização a respeito do planejamento familiar, como são perfis da administração pública sob comando da prefeita Carmen Zanotto, está permanentemente nos alinhamentos da Secretaria da Saúde. A inclusão deste novo método consolida este compromisso”, reitera a secretária da Saúde, Rose Cristina Possato.

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