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Hospital Faustino Riscarolli

Novo laudo não aponta risco de desmoronamento da encosta e confirma a necessidade de manter o hospital fora da área

Estudo reconhece a validade das investigações anteriores, mas identifica indícios de superfícies de ruptura mais profundas e recomenda a revisão do modelo geomecânico e a análise técnico-econômica antes da execução de uma obra definitiva

Um novo laudo geotécnico sobre a área onde está localizado o Hospital Municipal Faustino Riscarolli, em Correia Pinto, concluiu que não há risco de desmoronamento súbito e imediato da encosta, mas reforça que o prédio hospitalar deve permanecer interditado devido à instabilidade do terreno e aos danos já identificados na estrutura. O documento também recomenda a revisão do projeto de estabilização da área antes da execução de qualquer obra definitiva.

Elaborado pela empresa BSE Engenharia Geotécnica e Ambiental e entregue à Prefeitura de Correia Pinto em 9 de julho, o estudo teve como base uma inspeção técnica realizada no dia 4 de julho, além da análise de laudos e projetos produzidos anteriormente para a área.


Sem risco de colapso imediato, mas com necessidade de monitoramento

Uma das principais conclusões do novo estudo é que os deslocamentos identificados na encosta não são classificados como movimentos muito rápidos, afastando a hipótese de um desmoronamento repentino de todo o morro.

Entretanto, os engenheiros alertam que a área continua apresentando movimentações progressivas e que episódios de chuvas intensas podem acelerar o processo de instabilidade. Por isso, o monitoramento permanente da encosta permanece sendo considerado indispensável.

Segundo o documento, mesmo durante períodos de grande precipitação, a expectativa é de que os deslocamentos ocorram na ordem de centímetros por dia, caracterizando um movimento lento, embora contínuo.

Projeto existente deverá ser revisado

O laudo também esclarece uma das principais dúvidas da comunidade: o projeto executivo de estabilização elaborado em 2024 não foi descartado, mas precisará ser atualizado.

Os técnicos reconhecem que os estudos anteriores foram conduzidos de forma adequada e servirão de base para as próximas etapas. No entanto, a inspeção mais recente identificou indícios de que as superfícies de ruptura podem ser mais profundas e complexas do que as inicialmente previstas.

Por esse motivo, a equipe recomenda uma nova modelagem geomecânica da encosta, novos ensaios técnicos e uma análise da viabilidade econômica antes da definição da obra definitiva. Segundo o documento, executar imediatamente o projeto existente poderia resultar em uma solução incompatível com as reais condições do terreno.


Hospital permanece interditado

Apesar de afastar a possibilidade de um colapso imediato da encosta, o estudo reforça que a situação do prédio hospitalar é diferente da observada nas residências próximas.

Durante a vistoria foram identificadas diversas manifestações estruturais provocadas pelos deslocamentos do terreno, como fissuras em paredes e tetos, deformações no piso, infiltrações, afastamento do calçamento, separação da rampa de acesso da emergência e reaparecimento de trincas anteriormente reparadas.

Os engenheiros ressaltam que, embora essas deformações ainda sejam consideradas pequenas, sua tendência é evoluir ao longo do tempo, comprometendo o funcionamento da unidade hospitalar. Além disso, não é possível prever com segurança quando essa evolução poderá ocorrer.

Outro aspecto destacado pelo laudo é que um hospital exige um nível de segurança superior ao de outras edificações, já que abriga pacientes internados, pessoas com mobilidade reduzida, profissionais de saúde e equipamentos essenciais, dificultando uma eventual evacuação em situação de emergência.


Residências podem permanecer ocupadas

Em relação às moradias localizadas na parte inferior da encosta, a conclusão é diferente. Os técnicos afirmam que, até o momento, não foram identificados danos ou sinais que justifiquem a interdição das residências, nem há recomendação para retirada preventiva dos moradores. 

Ainda assim, o documento determina a implantação imediata de monitoramento topográfico dos imóveis para acompanhar qualquer alteração futura. Caso o monitoramento indique aumento na velocidade dos deslocamentos ou novos danos estruturais, essa recomendação poderá ser revista.


Transferência dos atendimentos foi considerada adequada

O estudo também avalia que a transferência dos atendimentos do Hospital Faustino Riscarolli para uma estrutura provisória foi uma medida preventiva tecnicamente fundamentada.

Segundo o documento, manter o hospital funcionando no prédio original exigiria restrições incompatíveis com um serviço hospitalar, como suspensão do atendimento noturno, interrupção das atividades em períodos de chuva intensa e limitação aos casos de baixa complexidade.

Para os especialistas, essas condições inviabilizam o funcionamento normal da unidade, justificando a manutenção da interdição.

Próximas etapas

O novo laudo estabelece um roteiro técnico para a continuidade dos trabalhos. Entre as medidas previstas estão o monitoramento permanente da encosta e das residências, revisão do modelo geomecânico, realização de novos ensaios de solo, redefinição da solução de estabilização e análise técnica e econômica da futura obra, além da definição do uso definitivo da área onde hoje está instalado o hospital.

Ao final do documento, a Prefeitura de Correia Pinto reforça que o estudo não aponta risco de desmoronamento imediato, mas confirma a necessidade de manter o hospital fora da área, preservar o monitoramento contínuo e aprofundar os estudos antes da execução da obra definitiva, garantindo segurança à população e o uso responsável dos recursos públicos.

Novo laudo descarta risco de desmoronamento imediato, mas mantém interdição do Hospital Faustino Riscarolli em Correia PintoEstudo aponta que encosta apresenta movimentação lenta e progressiva, recomenda revisão do projeto de estabilização e confirma necessidade de manter a unidade hospitalar fora da área

Um novo laudo geotécnico elaborado pela empresa BSE Engenharia Geotécnica e Ambiental concluiu que a encosta onde está localizado o Hospital Municipal Faustino Riscarolli, em Correia Pinto, não apresenta risco de desmoronamento súbito e imediato, mas permanece instável e exige monitoramento contínuo. 

O estudo também confirma a necessidade de manter o hospital fora da área até que sejam concluídas novas avaliações técnicas e definida uma solução definitiva para a estabilização do terreno.

O documento, entregue à Prefeitura de Correia Pinto e baseado em inspeção realizada no dia 4 de julho, revisou estudos anteriores e analisou o prédio hospitalar, a encosta e o entorno. 

Embora afaste a hipótese de um colapso repentino do morro, o laudo destaca que há movimentações progressivas do terreno, que podem ser agravadas por períodos de chuvas intensas.


Projeto anterior será revisado

Um dos principais esclarecimentos do novo estudo é que o projeto de estabilização elaborado em 2024 não foi descartado. Pelo contrário, os engenheiros reconhecem que as investigações realizadas anteriormente foram adequadas e serviram de base para a nova avaliação.

Entretanto, a inspeção mais recente identificou indícios de que o mecanismo de movimentação da encosta pode ser mais profundo e complexo do que se imaginava inicialmente. Por isso, o laudo recomenda a revisão do modelo geomecânico antes da execução de qualquer obra definitiva.]

Segundo os especialistas, executar imediatamente a obra prevista no projeto anterior poderia representar risco de aplicação de recursos públicos em uma solução que não corresponda às condições reais do terreno. 

O documento recomenda novos ensaios, reavaliação das superfícies de ruptura, revisão da solução de estabilização e análise técnica e econômica da futura intervenção.


Área continua instável

O laudo descreve que a encosta apresenta trincas, deformações, degraus e cicatrizes de antigos deslocamentos, indicando que o processo de movimentação permanece ativo.

Apesar disso, os engenheiros afirmam que os deslocamentos observados são lentos, com velocidades estimadas em centímetros por dia mesmo durante períodos de chuva intensa, não sendo classificados tecnicamente como movimentos muito rápidos. Ainda assim, o estudo recomenda monitoramento permanente da área.


Moradores podem permanecer em suas casas

Outro ponto importante do documento é a situação das residências localizadas na parte inferior da encosta. De acordo com a avaliação técnica, não há necessidade de evacuação ou interdição dos imóveis neste momento, uma vez que não foram identificados danos estruturais ou sinais que indiquem risco imediato aos moradores. 

A recomendação é apenas para implantação de monitoramento topográfico contínuo, permitindo acompanhar qualquer alteração futura nas condições do terreno.

O estudo ressalta, entretanto, que essa condição poderá ser revista caso o monitoramento identifique aumento na velocidade dos deslocamentos ou o surgimento de novos sinais de instabilidade.


Hospital continuará interditado

A situação do Hospital Faustino Riscarolli é considerada diferente da observada nas residências vizinhas. Durante a inspeção, os técnicos constataram fissuras, trincas, deformações em pisos, afastamento de paredes, infiltrações e danos estruturais decorrentes da movimentação do terreno. 

Segundo o laudo, embora esses danos ainda sejam considerados pequenos, existe tendência de agravamento com o avanço dos deslocamentos, podendo comprometer o funcionamento da unidade.

Além das condições estruturais, o documento destaca que hospitais exigem um nível de segurança muito mais elevado, por abrigarem pacientes internados, pessoas com mobilidade reduzida e serviços que funcionam 24 horas por dia. Uma eventual necessidade de evacuação poderia colocar vidas em risco.

Por esse motivo, o laudo recomenda a manutenção da interdição do prédio. Embora exista a possibilidade técnica de utilização parcial de algumas áreas, isso dependeria de restrições incompatíveis com o funcionamento normal de um hospital, como atendimento apenas de baixa complexidade, ausência de internações e suspensão das atividades durante períodos de chuva intensa.


Transferência foi preventiva

O estudo também reforça que a retirada dos atendimentos da antiga estrutura foi uma medida preventiva e tecnicamente fundamentada, destacando que a decisão não representa o fechamento do hospital, mas apenas a transferência temporária dos serviços para um local considerado seguro.

Entre as próximas etapas previstas estão a implantação de monitoramento topográfico e geotécnico, novos ensaios no solo, revisão do modelo geomecânico, atualização do projeto de estabilização e análise da viabilidade técnica e econômica da futura obra.

Ao final, a Prefeitura de Correia Pinto reforça que o novo laudo não aponta risco de desmoronamento imediato da encosta, mas confirma que o hospital deve permanecer fora da área até que todas as recomendações técnicas sejam cumpridas e uma solução definitiva seja definida com segurança.

O documento também esclarece que a ausência de uma obra imediata não representa falta de providências, mas a necessidade de aprofundar os estudos para garantir uma intervenção eficaz e responsável.


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