Operação cumpre mandados e investiga comércio ilegal de arma de fogo |
Defesa tenta reverter prisão preventiva e suspensão do mandato, enquanto político segue internado após acidente na BR-116
A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira.
A decisão mantém a prisão preventiva decretada após a sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Lages, além dos efeitos políticos da condenação, como a perda do mandato eletivo e a suspensão dos vencimentos do cargo.
Segundo informações divulgadas nos últimos dias, a Justiça determinou que a avaliação médica do vice-prefeito seja realizada dentro do sistema prisional, após a alta hospitalar. A defesa, porém, sustenta que o quadro clínico exige cuidados especiais e tenta converter a prisão preventiva em domiciliar.
Internado após acidente
Jair Júnior permanece internado no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres desde o acidente ocorrido na BR-116, durante o cumprimento do mandado de prisão.
Conforme boletim médico divulgado durante a semana, ele segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro estável e sob acompanhamento contínuo das equipes médicas. O vice-prefeito sofreu fraturas nas pernas, trauma torácico e pneumotórax, além de passar por procedimentos ortopédicos.
A defesa informou que Jair deverá passar por novos procedimentos cirúrgicos e necessitará de período prolongado de recuperação.
Defesa questiona prisão preventiva
A defesa tenta reverter a prisão por meio de habeas corpus, alegando falta de fundamentação da preventiva. Segundo a defesa, Jair respondeu ao processo em liberdade durante toda a instrução criminal e colaborou com a Justiça. Outro argumento apresentado é o fato de ele ser réu primário.
O advogado também pretende buscar efeito suspensivo da decisão judicial, para tentar impedir os efeitos imediatos da condenação sobre o mandato de vice-prefeito.
A Justiça entendeu que a prisão preventiva de Jair Júnior se justifica pela necessidade de garantia da ordem pública e pela chamada “reiteração delitiva”.
Na fundamentação, o magistrado apontou que medidas cautelares anteriormente impostas não teriam sido suficientes para impedir novos episódios relacionados à investigação.
O processo tramita sob sigilo judicial.
Jair Júnior foi condenado pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição contra a ex-companheira, em ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina.
A condenação aprofunda a crise política na administração municipal de Lages e cria um cenário de insegurança institucional em torno da vice-prefeitura.
Além do processo por violência doméstica, Jair responde a investigação relacionada a danos ao patrimônio público, após suspeita de sabotagem ao veículo utilizado pela prefeita Carmen Zanotto.
Apesar da condenação em primeira instância, o caso ainda pode passar por reavaliação em tribunais superiores.
Enquanto a defesa tenta reverter a prisão preventiva e os efeitos administrativos da sentença, Jair Júnior deverá permanecer sob custódia judicial após receber alta hospitalar, caso não haja nova decisão da Justiça.
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