Homem é condenado por manter companheira em cárcere privado por uma semana |
Com 234 hectares de área preservada, o Parnamul oferece trilhas ecológicas, ações de educação ambiental e experiências de conexão com a natureza
O Parque Natural Municipal de Lages (Parnamul) João José Theodoro da Costa Neto, localizado na Rua Carlos de Mesquita, no Bairro São Paulo, está aberto ao público e convida moradores, estudantes e turistas a conhecerem um dos maiores refúgios ecológicos do município. Criado em 1997, o Parque é uma unidade de conservação da Prefeitura de Lages, voltada à proteção da fauna e flora e à promoção da educação ambiental.
A gestão do espaço é responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos, que realiza ações de manutenção, monitoramento e programação educativa. O secretário Jean Corbellini ressalta o valor do Parque como ferramenta de conscientização e lazer. “O Parnamul é um patrimônio ambiental da nossa cidade. Convidamos todas as famílias, escolas e visitantes a explorarem este espaço. Além de contemplação, promove o entendimento sobre a importância da preservação ambiental.”
Trilhas, visitação e orientações
Com cinco trilhas autoguiadas e sinalizadas por cores, o Parnamul oferece percursos com diferentes níveis de dificuldade. Durante a caminhada, os visitantes têm acesso a QR Codes que fornecem informações sobre espécies de plantas e animais catalogados.
A entrada é gratuita e o Parque funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Aos fins de semana e feriados, o horário de visitação é das 14h às 17h. Para grupos com mais de 15 pessoas, é necessário agendamento prévio por telefone - (49) 99836-1301. Visitas individuais ou em grupos menores não requerem agendamento. Mais informações e atualizações estão disponíveis no Instagram oficial: @parnamul.
Regras devem ser seguidas
-Não é permitida a entrada de animais domésticos;
-É proibido o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de caixas de som;
-Não é permitido o uso de bicicletas ou motocicletas;
-Alimentos nas trilhas não são autorizados (piqueniques podem ser feitos em áreas específicas);
-É proibido retirar mudas, frutos ou sementes, e
-Não é permitido acampar, fazer fogueiras ou utilizar cachoeiras para banho
Educação ambiental e projetos
O Parnamul é reconhecido como uma Sala Verde pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Entre os principais projetos promovidos, estão:
-Visitas escolares: Atividades educativas voltadas a alunos da rede pública e privada;
-Projeto Viva o Parnamul: Parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com oficinas sobre espécies nativas, recursos naturais e energias renováveis, e
-Observação de aves: Evento realizado em fevereiro em parceria com a Udesc, incentivando a contemplação de pássaros e o contato direto com a biodiversidade.
Planejamentos futuros
O Parque também sedia as reuniões do Conselho Municipal do Meio Ambiente e planeja a retomada do Projeto Guarda Mirim, além do monitoramento da fauna com o uso de tecnologia e novas iniciativas de educação ambiental em estudo.
Um dos maiores do Brasil
Com área de 2,34 milhões de metros quadrados, o Parque Natural de Lages é um dos maiores em perímetros urbanos. É margeado pelas rodovias federais BR-116 e BR-282 e possui mais de oito mil pinheiros araucária juntamente com outras espécies de árvores nativas centenárias e com altura superior a 30 metros. Na fauna é habitat de grande variedades de animais, alguns já ameaçados de extinção como a Gralha Azul.
A mata fechada dificulta o avistamento dos animais, principalmente se não houver silêncio absoluto durante a trilha. Mas, um olhar mais atento revela tocas e outras marcas deixadas por animais em locais bem próximos de onde as pessoas passam. Localizar pássaros exige muita paciência, o mais comum é ouvir cantos mas sem a confirmação visual.
Apesar da proximidade com a cidade, a mata deixa a temperatura mais amena em todas as épocas do ano. A umidade também é maior, inclusive no solo. Para evitar acidentes, pedras e outras estruturas foram colocadas em locais estratégicos das trilhas.
Fotos: Fábio Pavan
Serra Catarinense é modelo de preservação
Santa Catarina tem três cidades entre as dez que mais preservam a Mata Atlântica no país. O dado faz parte do Atlas dos Municípios de Mata Atlântica, divulgado em 2015 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em conjunto com a Fundação SOS Mata Atlântica. Os três municípios com melhor resultado ficam na Serra Catarinense: Bom Jardim da Serra (3º), Urupema (8º) e São Joaquim (9º).
Essa é a última estatística divulgada pelo Inpe. A boa notícia é que, passados onze anos, esses municípios continuam preservando, a exemplo dos demais da região. É o que mostra a organização Aqui Tem Mata (aquitemmata.org.br) que publicou estudo com base em dados fornecidos pelo INPE em 2021.
Este estudo mostra que Bom Jardim da Serra possui 74.993,42 ha de mata atlântica, ou 80,13% da área original, que era de 93.587 ha. São Joaquim tem 76,02% de mata preservada, ou 143.849,40ha dos 189.226ha originais e Urupema tem 72,01% de área preservada, ou 25.206,97ha dos 35.000ha nativos.
De forma geral, todos os municípios da Serra Catarinense preservam a natureza. São rios, cascatas, vales e montanhas praticamente intocadas. Todo esse potencial estimula a visitação e atrai milhares de pessoas. É o turismo que se estrutura, a cada ano, para oferecer atrativos no inverno e no verão.
Revertido em benefício financeiro para empreendedores e administrações municipais, o turismo funciona como uma ferramenta de preservação. Apesar da região possuir boa gastronomia, artesanato, produtos coloniais e estruturas hoteleiras de alto padrão, é a natureza que exerce grande poder de atração.
Alguns locais ganharam notoriedade mundial, a exemplo da Coxilha Rica, que avança pelos municípios de São Joaquim, Capão Alto e Lages. É em Lages também que está o Parque Natural João José Theodoro da Costa Neto. Trata-se de um dos poucos parques urbanos do Brasil, em uma das principais áreas remanescentes da Mata Atlântica, englobando 234 hectares onde se preserva a fauna e flora.
Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é um marco global dedicado à reflexão e à mobilização em defesa da natureza.
Ao longo das últimas décadas, tornou-se cada vez mais evidente que os recursos naturais são finitos e que seu uso inadequado traz consequências diretas para a qualidade de vida no planeta.
Diante desse cenário, governos, instituições e a sociedade passaram a intensificar ações voltadas à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos.
Mais do que uma data simbólica, o 5 de junho representa um chamado à responsabilidade coletiva. É uma oportunidade para reforçar a importância de atitudes conscientes, que contribuam para a proteção dos ecossistemas, a preservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ambientais essenciais à vida.
Entre os principais desafios que exigem atenção contínua estão a gestão adequada de resíduos, o combate ao desmatamento ilegal, a poluição dos oceanos, o uso racional da água e o controle de espécies exóticas invasoras.
A data convida à reflexão, mas, sobretudo, à ação. Cuidar do meio ambiente deve ser um compromisso permanente, incorporado ao cotidiano, com impactos positivos para as atuais e futuras gerações.



Deixe seu comentário