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São Joaquim

Enoturismo, onde a natureza, a tranquilidade e sabores se encontram

São Joaquim se fortalece com experiências nos vinhedos, degustações e programação especial para receber os turistas

São Joaquim se consolida como um dos principais destinos de enoturismo de Santa Catarina, atraindo visitantes interessados em experiências ligadas à natureza, à gastronomia e à produção de vinhos de altitude.

A região conta atualmente com mais de 20 vinícolas, que apostam em programações voltadas ao turismo de experiência, especialmente neste período que antecede a Vindima, quando ocorre a colheita da uva, prevista para se iniciar nas próximas semanas.

Nesta época, os vinhedos carregados formam um cenário ideal para atividades ao ar livre. Para aproveitar este potencial, as vinícolas oferecem piqueniques em meio aos parreirais, visitas guiadas, passeios entre vinhedos, experiências sensoriais e degustações de rótulos harmonizados, proporcionando ao visitante a oportunidade de conhecer de perto o processo produtivo e apreciar vinhos que vêm se destacando no cenário nacional.

Um exemplo é a Vinícola Alto dos Ventos, que tem desenvolvido programações especiais com recepção em meio aos vinhedos, degustações orientadas e experiências como o “sunset”,  contemplando a paisagem da Serra Catarinense.

O crescimento dessas iniciativas consolida São Joaquim como um importante polo dos vinhos de altitude no Brasil, impulsionando o turismo de experiência e movimentando diversos setores da economia local, como hospedagem, gastronomia e comércio.

Com clima favorável, altitude privilegiada, paisagens marcantes e produção vitivinícola de qualidade, São Joaquim amplia sua posição no mapa do enoturismo brasileiro, oferecendo ao visitante experiências autênticas, em todas as estações do ano em contato direto com a cultura local e produtos que expressam as características únicas da serra.

Em meio aos vinhedos de altitude da Serra Catarinense, o piquenique se transforma em uma experiência única, onde a natureza, a tranquilidade e sabores se encontram.

Cercado por fileiras de parreiras que se perdem no horizonte, o cenário é marcado pelo ar puro da serra, pela brisa suave e pela vista das montanhas que emolduram a paisagem.

Sobre toalhas estendidas na grama, os aromas se misturam: frutas frescas, pães artesanais, queijos regionais e sucos ou vinhos de altitude que traduzem o terroir serrano.

O canto dos pássaros e o silêncio interrompido apenas pelo vento entre as folhas criam o clima perfeito para momentos de descanso, conversa e contemplação.

É um convite para desacelerar, apreciar cada detalhe e viver a simplicidade de um piquenique em um dos cenários mais encantadores de Santa Catarina.


Por que a Serra de SC virou rota de fuga do verão?

Enquanto o litoral catarinense recebe mais de 3 milhões de pessoas nesta temporada de verão, o interior do estado surge como alternativa para quem busca tranquilidade, natureza e experiências autênticas, longe do trânsito e das multidões. 

Embora o pico histórico de visitantes seja no inverno, a Serra mantém uma temporada de verão em alta, impulsionada pela busca por rios, cachoeiras, trilhas e atividades ao ar livre, com acesso fácil, segurança e contato direto com a comunidade local. Gastronomia regional e passeios guiados consolidam o destino mesmo fora dos meses de frio.


A virada longe da orla

Enquanto cidades do litoral, como Balneário Camboriú, reuniram milhares de pessoas na virada, a Serra ganhou espaço como rota para quem prefere trocar o barulho dos fogos por lareira, silêncio e paisagens de montanha.

A explicação, segundo a professora e consultora do Eixo de Turismo do Senac Santa Catarina, Fabiana Roeder, é que existe um movimento claro de pessoas que querem distanciar-se do excesso de ruído, velocidade e multidões.

“O verão, para esse público, deixa de ser sinônimo de praia e passa a ser um tempo de fuga consciente. As cidades fora do eixo litoral, especialmente as de serra e interior, têm enorme potencial ao oferecer experiências ligadas ao tempo lento, ao contato com paisagens preservadas, à vida rural, às trilhas e à gastronomia local.” 

Fonte: Fecomercio


Estratégias de divulgação

O turismo de inverno em Santa Catarina alcançou um marco inédito em 2025. De acordo com pesquisa da Fecomércio SC, a Serra Catarinense registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes da história, em termos reais, o valor saltou de R$ 2.824 para R$ 3.550 por grupo de visitantes, o maior número da série histórica, iniciada em 2017. 

Esse resultado reflete não apenas o potencial da região durante os meses mais frios, mas também as ações do Governo de Santa Catarina, que desde 2023 reconhece o inverno como uma estação turística oficial, promovendo campanhas, roteiros e infraestrutura voltados para essa época do ano.

Desde o lançamento do programa Estação Inverno, o Estado passou a estruturar uma política consistente de valorização da temporada. O projeto reúne campanhas de divulgação, criação de uma marca promocional e integração entre secretarias para ampliar a visibilidade da Serra Catarinense.

Além disso, foram realizadas ações conjuntas com a Segurança Pública, garantindo organização e tranquilidade para turistas e moradores durante o aumento de fluxo na região. 

Com essa base, o governo consolidou o inverno como um produto turístico estratégico, capaz de reduzir a sazonalidade e ampliar as oportunidades econômicas locais.

“O recorde de gasto médio na Serra Catarinense em 2025 é a prova de que nossa estratégia para a Estação Inverno está dando resultados. Desde 2023, o Governo de Santa Catarina vem investindo na criação de uma política turística robusta, com campanhas, infraestrutura focadas e ações internacionais que foram ampliadas no último ano. Também foi realizado o evento de lançamento em Lages, dando destaque para os municípios da Serra Catarinense. Conseguimos transformar o frio em um produto turístico estratégico, reduzindo a sazonalidade e valorizando a Serra para além da alta temporada.”, disse Catiane Seif, Secretária de Estado do Turismo. 


Impactos econômicos e sociais 

Os números comprovam o impacto direto do turismo na economia serrana. Em 2025, os visitantes destinaram 36% de seus gastos à alimentação, 24% à hospedagem, e o restante a comércio (15%), lazer (13%) e transporte (12%). 

Outro dado relevante é o aumento do ticket médio gasto em cada estabelecimento, que chegou a R$ 354, representando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Esse cenário fortalece pequenos negócios, atrai novos investimentos e amplia a geração de empregos.

Mais do que movimentar a economia, o turismo de inverno contribui para a valorização cultural e gastronômica da região. A Serra Catarinense se consolida como referência nacional em experiências ligadas ao frio, desde a apreciação da paisagem nevada até o enoturismo e a culinária típica.

Vinícolas de altitude ganham projeção pela qualidade dos vinhos finos produzidos, enquanto restaurantes locais destacam tradições como o pinhão, o cordeiro serrano, fondues e queijos artesanais. Essa diversidade de sabores fortalece a identidade regional e amplia a atratividade da temporada, fazendo da gastronomia um complemento essencial às experiências turísticas da Serra.


Destinos 

A pesquisa também revelou os municípios que se destacaram durante a temporada. Urubici foi o mais procurado, com 53,6% das escolhas para hospedagem, seguido por São Joaquim (17,6%) e Lages (17,6%).

No que se refere ao tipo de acomodação, 52% dos turistas optaram por hotéis, 24% preferiram alugar imóveis e 7,2% ficaram em casas de amigos ou parentes.

Entre os atrativos mais lembrados pelos visitantes estão o Morro da Igreja (8,3%), a Serra do Corvo Branco (7,2%) e a Serra do Rio do Rastro (6,6%), destinos que chamam a atenção pela beleza natural e pela imponência das paisagens.

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