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CASAN explica alteração de odor e sabor na água em São Joaquim

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) esclareceu à população de São Joaquim sobre a alteração de odor e sabor percebidos na água distribuída no município.

Segundo o gerente da Casan local, Luiz Carlos Amaral, as reclamações começaram a ser registradas a partir da semana passada.

De acordo com Amaral, apesar de o odor e o sabor serem características sensoriais — percebidas por algumas pessoas e por outras não —, a Casan atendeu às manifestações dos usuários e iniciou verificação completa do sistema de abastecimento.

“Avaliamos, primeiramente, todo o sistema de tratamento de água e constatamos que os procedimentos operacionais estavam em plena regularidade”, explicou o gerente.

Na sequência, a equipe técnica da companhia passou a monitorar o manancial do Rio Antonina, responsável pelo abastecimento da cidade.

Durante as vistorias, foram identificados diversos pontos do leito do rio e de seus córregos afluentes com proliferação de algas, responsáveis pela liberação das substâncias que causam o odor e o sabor percebidos na água.

Amaral informou que essa é uma situação inédita. “É a primeira vez, em cerca de 50 anos de operação do sistema pela Casan, que observamos esse tipo de alteração na qualidade da água bruta do Rio Antonina”, destacou.

Como resposta, a Casan iniciou adequações na Estação de Tratamento de Água (ETA), com o objetivo de remover as moléculas responsáveis pelo odor e pelo sabor.

Paralelamente, outra frente de trabalho atua diretamente no manancial, realizando a aspiração dos trechos com maior concentração de algas, especialmente enquanto não há ocorrência de chuvas.

O gerente explica que fatores como o baixo nível do rio, a escassez de chuvas e as altas temperaturas, que têm alcançado entre 26 e 27 graus, favorecem a proliferação das algas.

Mesmo assim, afirma que “não há risco à saúde e a água continua segura para o consumo humano. Estamos lidando apenas com uma alteração sensorial, que está sendo corrigida”.

A expectativa da Casan é que, entre 24 e 48 horas, os ajustes realizados na estação de tratamento apresentem resultados positivos, reduzindo significativamente o odor e o sabor na água.

Ainda de acordo com Amaral, a Casan comunicou oficialmente a Vigilância Sanitária de São Joaquim, informando sobre a alteração observada no manancial, as medidas adotadas e garantindo a qualidade da água distribuída à população.

A companhia seguirá monitorando constantemente o Rio Antonina para evitar novos episódios e garantir a segurança no abastecimento do município.

 

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